Os arquétipos no Tarot

Arquétipo, resumindo muito, é um conceito que foi desenvolvido por C. G. Jung pra representar padrões de comportamento associados a um personagem ou papel social e que dão sentido aos complexos mentais (que são padrões centrais de emoções, memórias, percepções e desejos no inconsciente pessoal organizado em torno de um tema comum, como poder ou status) e às histórias passadas entre gerações, formando o que hoje conhecemos como inconsciente coletivo e a que ele se refere na seguinte frase que devemos ter em conta sempre:


“O inconsciente coletivo não se desenvolve individualmente, mas é herdado.” 

(Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo. 6. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008)


 AP Images/Getty Images 

Mas é importante deixar claro que os arquétipos não possuem formas fixas ou pré-definidas.

Trazendo esse conhecimento para o Tarot, podemos entender que os arquétipos são representados pelos padrões de comportamento associado aos arcanos, maiores e menores, de maneira um pouco mais ou menos densa. A depender do tipo de leitura que o tarólogo escolha fazer - numerológica ou somente das imagens dos naipes, por exemplo.

Mas aqui cabe uma ressalva. A associação do Tarot aos arquétipos leva muita gente a pensar que existe um "Tarot de Jung", quando na realidade ele sequer incluiu a leitura de cartas nas suas pesquisas com oráculos por ocasião do trabalho sobre sincronicidade. Aliás, como não existe também nenhum tarot que tenha sido feito/criado por Osho, mas de alguém que se apropriou do discurso dele pra criar alguns oráculos - não só um tarot. Por isso, deixo aqui a dica pros iniciantes: comece pelos livros, pelos vídeos no YouTube, pelo @ do tarólogo que você gosta. O conhecimento sobre Tarot, assim como os arquétipos, não é um recipiente que se pode encher. De forma que, mesmo se você fizer todos os cursos disponíveis, sempre haverá algo mais pra aprender. #ficaadica



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